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| Final Novela Mãe: Sule mata Cengiz para salvar a vida de Melek |
Nos **últimos capítulos de Mãe**, exibida pela Record, a trama alcança um dos momentos mais intensos e dramáticos de toda a novela quando *Şule (Sule)* toma uma atitude extrema para proteger sua filha Melek. Após anos de abuso e sofrimento causado por Cengiz, a mãe desesperada acaba disparando um tiro fatal contra o padrasto, encerrando um ciclo de violência e medo que marcou toda a história.
Esse acontecimento não é apenas um acontecimento isolado: ele representa o clímax de uma série de conflitos familiares, agressões e sofrimento que inundaram a vida de Melek e de sua mãe. A ação de Şule — que fatalmente tira a vida de Cengiz — é a culminância de uma jornada marcada por abusos, ameaças e atitudes desesperadas para manter a filha em segurança. A cena é emotiva, tensa e cheia de significado narrativo, especialmente porque demonstra até onde um pai ou uma mãe pode ir para proteger uma criança amada.
Depois do disparo, Şule é imediatamente detida pela polícia, e sua prisão ecoa como um momento de reflexão para os personagens e para os espectadores. Ao mesmo tempo em que a ação salva Melek de um futuro de sofrimento, ela também coloca Şule em uma situação de grande tormento emocional e legal — ressaltando o peso de decisões tomadas na ponta dos sentimentos mais profundos.
O que acontece no final: tiro fatal e ato de proteção
Ao longo da narrativa, Cengiz era retratado como um homem violento e abusivo, que colocava a vida de Melek em constante risco com seus comportamentos irracionais e perigosos. Nos momentos que antecedem o desfecho, ele agride e ameaça a menina mais uma vez, levando Şule ao limite de sua resistência emocional.
Quando Melek desmaia após uma nova agressão do padrasto, Şule corre desesperadamente para socorrer a filha e a leva ao hospital. A tensão narrativa chega ao auge quando ela retorna para enfrentar Cengiz — ainda sob efeito da violência — em um confronto que culmina com ela tomando um revólver e disparando contra ele. Este tiro, que mata Cengiz, é o ponto culminante do ciclo de abusos que havia se estendido por toda a história.
A morte de Cengiz não é retratada de forma gratuita, mas sim como um momento de profundo dilema moral. Şule, mesmo em estado de choque, sabe que não havia outra maneira de interromper a sequência de feridas físicas e psicológicas infligidas à filha. Assim que o disparo acontece, a cena rapidamente se transforma em um momento de silêncio, destacando a mistura de alívio e angústia que acompanha atos motivados pelo amor extremo.
Contexto anterior da trama: violência, medo e proteção
A trajetória entre Şule, Cengiz e Melek foi uma das linhas mais complexas e dolorosas de Mãe. Desde o início, Cengiz sempre foi retratado como um antagonista intenso: controlando, ameaçando e agredindo membros da família, especialmente Melek, com quem mantinha relações profundamente problemáticas. Sua presença constante como uma ameaça emocional e física moldou grande parte dos conflitos nos núcleos centrais da novela.
Além disso, esse padrão de violência não afetava apenas Melek fisicamente — ele também afetava a saúde mental de Şule, que se viu repetidamente em situações onde precisava decidir entre suportar a dor ou lutar para livrar sua filha do ciclo de abuso. A construção narrativa dos episódios antes do desfecho reforça essa tensão emocional, mostrando tanto a fragilidade de Şule quanto sua determinação em proteger Melek a qualquer custo.
Esse contexto torna a decisão de Şule ainda mais impactante, pois ela não age por raiva ou impulso, mas a partir de um desejo desesperado de acabar com o sofrimento interminável que Cengiz causou. Assim, o ato de tirar a vida de um homem que era uma ameaça constante à sua filha torna-se um momento de extrema complexidade psicológica e afetiva dentro da trama.
Analisando as consequências do desfecho
A morte de Cengiz traz impactos imediatos e profundos para os personagens e para a narrativa como um todo. Para Şule, embora a ameaça imediata tenha sido eliminada, as consequências legais de ter atirado e matado um homem são imediatas: ela é presa, enfrentando agora um novo tipo de sofrimento que coloca em risco sua própria liberdade. Isso cria um paradoxo dramático — ela salva a filha, mas agora pode perder sua própria vida fora das grades.
Para Melek, a morte de seu padrasto significa o fim de um período de medo e dores constantes. A menina, que passou grande parte da trama sob o risco das atitudes imprevisíveis de Cengiz, vê finalmente a possibilidade de viver uma vida mais segura ao lado de outras figuras parentais e afetivas, como Zeynep. O encerramento dessa ameaça física oferece uma chance de reconstrução emocional, ainda que carregada de cicatrizes profundas.
Outros personagens também são afetados emocionalmente. Zeynep, que acompanhou boa parte desses conflitos e que sempre lutou ao lado de Melek, presencia o ato final de uma trajetória marcada por violência e sofrimento. Sua luta, agora, não será apenas pela sobrevivência da menina, mas também por garantir que ela tenha um futuro longe de traumas e agressões.
Projeções para o pós-final da novela
Após a morte de Cengiz e a prisão de Şule, a novela tende a focar em como Melek e os demais personagens reconstruirão suas vidas. A guarda legal da menina pode passar para Zeynep ou Gonül, abrindo espaço para um desfecho emocionante que mostre superação, cura e reconstrução familiar. Esse tipo de conclusão não só oferece um fechamento narrativo para o arco de Melek, mas também reafirma temas centrais da novela — amor, proteção, resiliência e a busca por um futuro seguro.
Também é possível que outros núcleos reflitam sobre a morte de Cengiz como um momento de libertação emocional, inspirando diálogos sobre perdão, traumas e o verdadeiro significado do amor parental. A partir desse ponto, a trama pode explorar conexões humanas profundas que vão além da violência e atingem temas universais de empatia e cura.
Conclusão: amor que ultrapassa barreiras
O final de Mãe, com *Şule matando Cengiz para salvar Melek*, é uma das cenas mais poderosas da novela, sintetizando em um único momento toda a dor, coragem e amor que permeiam a narrativa. Não se trata apenas de um ato extremo, mas de uma demonstração de que, em algumas histórias, o amor materno ultrapassa qualquer barreira — inclusive aquela entre a vida e a morte.
Ao encerrar a vida de um homem que representava um perigo constante, Şule não apenas protege sua filha, mas também redefine os rumos de quem sobrevive à violência. O desfecho nos lembra que, mesmo em meio aos traumas mais profundos, o afeto verdadeiro pode ser a chama que guia os personagens — e o público — rumo à esperança e à reconstrução.


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