Enciumado com o noivado de Alika e Tonho, o vilão age na sombra mais uma vez: se encontra com um capanga de confiança no meio da noite e dá a ordem. "Dê quantos tiros for preciso, mas é pra abater o bicho!"
Mirinho (Nicolas Prattes) já provou em A Nobreza do Amor que não recua diante de nenhuma linha moral quando se trata de eliminar obstáculos entre ele e Alika (Duda Santos). Nos próximos capítulos da novela das 18h da TV Globo, o vilão vai mais longe do que nunca — e desta vez a ordem que ele dá não deixa margem para interpretação.
O noivado que Mirinho não consegue aceitar
A notícia de que Tonho (Ronald Sotto) e Alika vão se casar em breve caiu muito mal para Mirinho — e ele não conseguiu disfarçar a frustração de ninguém. Na cabeça do vilão, o sertanejo é o único fator que o separa de Alika, e enquanto Tonho estiver vivo, esse obstáculo não desaparece.
A lógica de Mirinho é a de um homem que sempre acreditou que o amor se conquista pela força ou pela eliminação da concorrência. O noivado não é, para ele, uma prova de que Alika fez uma escolha — é uma prova de que Tonho ainda está no caminho. E caminhos, na visão de Mirinho, podem ser limpos.
A primeira tentativa que não deu certo
Este não é o primeiro atentado de Mirinho contra a vida de Tonho. Durante a invasão de cangaceiros a Barro Preto, o herói acabou baleado e ficou em estado crítico. Mirinho aproveitou a situação e sabotou os medicamentos do rapaz — uma tentativa de matar sem precisar puxar o gatilho, usando a fragilidade do rival como arma. A manobra foi descoberta e revertida a tempo, mas o episódio deixou claro que Mirinho não tem limites quando o assunto é Tonho.
A segunda tentativa é mais direta e mais perigosa exatamente por isso: Mirinho aprendeu que agir indiretamente pode falhar. Desta vez, ele vai terceirizar o serviço com alguém de confiança comprovada.
O encontro na estrada e a ordem que não deixa dúvida
Mirinho recontratar um capanga cujos serviços já utilizou anteriormente. Os dois se encontram às escondidas, na estrada, no meio da noite — longe de qualquer testemunha. O vilão não perde tempo com rodeios. "Chamei ocê porque você é de confiança e já mostrou competência na surra que deu no engenheiro José, lá na estrada", ele explica, antes de passar as instruções.
A ordem que vem em seguida não deixa margem para interpretação: "O serviço é pra amanhã e tu não pode errar. Quero que arraste Tonho de meu caminho! Dê quantos tiros for preciso, mas é pra abater o bicho!" A brutalidade da fala reflete o estado emocional de Mirinho — um homem que já não se importa com as consequências, apenas com o resultado.
Tonho está no momento mais feliz da vida — e no maior perigo
A crueldade do timing é um dos recursos narrativos mais eficientes da cena. Tonho celebrou o noivado com Alika depois que o casamento da princesa com Jendal (Lázaro Ramos) foi anulado — foi ele quem disse, com toda a euforia, "a gente já pode marcar a data do nosso casamento!". O sertanejo está no pico da felicidade, completamente desprevenido, enquanto Mirinho age nas sombras com uma ordem de execução para o dia seguinte.
O contraste entre a leveza do noivado e a frieza do plano de assassinato é o que torna a ameaça tão eficaz dramaticamente. Tonho não sabe que está em perigo. Alika não sabe. E o capanga já tem as instruções, o alvo e o prazo.
Mirinho como vilão sem redenção
A trajetória de Mirinho em A Nobreza do Amor é a de um personagem que a novela foi construindo como progressivamente mais perigoso. O que começou como rivalidade e ciúme foi se transformando em sabotagem, violência e agora tentativa de homicídio premeditada. Nicolas Prattes entrega um vilão que não busca empatia — ele busca o que quer, e o espectador sabe que qualquer coisa pode acontecer enquanto ele estiver livre para agir.
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